Súmula Histórica

Bordonhos é uma freguesia portuguesa do concelho de São Pedro do Sul, com 150,15 km² de área e Densidade: 106,2 hab/km²
Situa-se aproximadamente a 3 quilómetros de distância de São Pedro do Sul.
Dispersa por 5 povoações, entre elas: Alto Barro, Bordonhos, Figueirosa, Ribeiro e Vilar.
Bordonhos tem várias divisões. Mais próximo de São Pedro do Sul está Vilar, que por si só constitui uma outra pequena povoação. A fazer fronteira com a freguesia de Serrazes temos Figueirosa. O Centro da aldeia gira em redor da Igreja Paroquial. Mais abaixo da mesma temos a antiga Casa dos Duques de Bragança, hoje transformada em casa de eventos, situada no Paço.
Perto do Paço, a sensivelmente menos de 1 km temos a Nogueira. Onde se encontra uma casa senhorial, que se encontra habitada.
As pessoas da terra, principalmente as mulheres, trabalham na agricultura, os homens trabalham na construção civil e os mais novos, trabalham nas fábricas da zona industrial do Alto Barro, que fica mesmo ao lado.
Um habitante de Bordonhos é conhecido por Bordonhense.

Bordonhos deriva do antropónimo moçárabe “Iben Ordonis”, nome do proprietário de uma “vila”, que passou a ser o nome desta terra. Em 1258, nas inquirições de D. Afonso III, a freguesia tinha o nome de “Vaordomos”, o qual após várias transformações fonéticas, se fixou em “Bordonhos”.
Esta freguesia é anterior à Nacionalidade, sendo o seu documento mais antigo, datado de 1030. Este documento trata-se da venda de uma propriedade, situada em Figueirosa, feita por um tal Balteiro a Iben Egas, que devia ser moçárabe, a avaliar pelo “Iben” do nome. Outros documentos do século XII falam sobre Bordonhos, em especial variam cartas de venda a D. Joao Gondesendes ou Gosendes, rico proprietário da região. As sucessivas cartas, que referem todas as propriedades que comprou, têm as seguintes datas: 1098, 1104 e 1107. Isto comprova o poder económico desta personalidade, numa época em que a riqueza se media pela quantidade de terra possuída. Não se sabe nada acerca da naturalidade de D. João Gosendes, sendo normal, se não fosse Lafonense que a sua presença em terras de Lafões se devesse a elos familiares.
A freguesia de Bordonhos, documenta pelas Inquirições de 1258, já tinha associadas as localidades de Figueirosa e Vilar. Estas três localidades eram as principais da paróquia, quer em termos populacionais, quer pela categoria dos seus possuidores, que eram cavaleiros fidalgos.

O primeiro fundador do morgado de Bordonhos foi Gonçalo Annes Homem, o Sénior, filho de D. João Pires Homem e D. Alonça Nunes Vives. Nesta época, o morgado abrangia uma área que ultrapassava a légua, dentro da qual ficava a povoação. Sucedeu-se no morgado o seu irmão Gonçallo Annes Homem, que casou com D. Isabel de Sousa, trineta de D. Afonso III. O último representante do morgado de Bordonhos foi Ruy Lopes de Sousa e Lemos de Carvalho e Vasconcelos, que morreu sem descendência.
A posse da Casa passou depois para as duas irmãs, D. Ana e D. Margarida, que morrendo também solteiras e sem descendência, legaram o seu património de Bordonhos a Pedro Brum da Silveira Pinto da Fonseca, de Santar.
Até 2005 o proprietário daquilo que resta do antigo morgado de Bordonhos foi D. Duarte Pio de Bragança.